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11 de Abril de 2021
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    Ex-governador e ex-primeira dama acionados por uso particular de aviões do Estad

    A realização de 750 voos particulares para o ex-governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, e a ex-primeira dama Raquel Mendes Vieira Rodrigues, nas aeronaves do Estado, com custo aproximado de quase R$ 4 milhões, motivou o promotor de Justiça Fernando Krebs a acionar os dois por ato de improbidade administrativa.

    De acordo com o promotor, as viagens irregulares e ilegais, principalmente para as cidades onde o casal possui residência e fazendas, aconteceram entre 2006 e 2010. O promotor conta que teve acesso à agenda de compromissos oficiais do então governador e relatórios detalhados das viagens. Confrontados, os documentos apontam que foram realizados, durante sua gestão, 1.348 voos nas aeronaves oficiais, sendo 750 com finalidades exclusivamente particulares.

    Conforme explica Krebs, a ex-primeira dama teve significativa participação nessas viagens, uma vez que figura como passageira única em 278 desses voos. O promotor observa também que o destino recorde, com 439 voos, foi a cidade de Santa Helena, onde Raquel ocupava o cargo de prefeita da cidade, indo para a localizada sozinha em 226 vezes. Santa Helena de Goiás é a cidade natal do ex-governador e onde ele possui sete imóveis no município, principalmente fazendas, acrescenta.

    Na ação, o promotor revela que outro município bastante visitado nas viagens particulares foi Rio Verde, com 11 voos, sendo que Alcides e Raquel Rodrigues são proprietários de uma fazenda nesse município.

    Para o promotor, as viagens irregulares ferem princípios administrativos, em especial o da moralidade e da legalidade, bem como causaram lesão aos cofres públicos na ordem de quase R$ 4 milhões. Assim, o MP pede o bloqueio dos bens dos requeridos e a procedência do pedido para o ressarcimento do dano no valor de R$ 3.821.571,00 provocado ao patrimônio público, corrigido monetariamente e acrescido de justos. Pede-se ainda a condenação de Alcides Rodrigues Filho e Raquel Rodrigues pela prática de ato de improbidade administrativa. (Cristiani Honório dos Santos / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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